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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O que diz a escritora Camila Prietto

Todos sabem que sou fã de literatura fantástica e se for o caso de falarmos em realismo que seja um suspense de investigação daqueles bem James Patterson. Mas pra minha surpresa apaixonei-me por um livro simples, delicado e singelo.
Tenho que dizer que já fazia tempo que eu não lia um livro tão rápido e sentia essa necessidade de ficar lendo tudo de uma vez. Pra mim, se formos julgar a qualidade de um autor, o primeiro quesito é esse: Consigo largar o livro? Não!
Então está feita a literatura, a obra e consagrado o autor. Isso, Cynthia França faz como poucos que eu vi. No rol dos “não consigo parar de ler” estão: Rubem Fonseca, Dan Brown e J.K.Rowling. Só pra citar o meu empate em primeiro lugar! E agora, tenho a honra e o prazer de colocar nessa minha lista uma autora nacional jovem e de quem ainda veremos ótimas obras, tenho certeza!
Dei cinco estrelas com prazer, orgulho e devoção. Por Linhas Tortas  não seria nem de longe um livro que eu escolheria para ler, não por sua qualidade, atestada agora como ímpar, mas pela temática, realismo e pela narração em primeira pessoa. Assumo que gosto mesmo é de estórias contadas pelo autor, mas essa autora “fofa” acabou com todas as minhas definições.
Como é bom ter todo nosso castelo de cartas descontruído! O que me leva a crer que nossos padrões, certezas e verdades são construídos mais por nosso apego do que pela qualidade real das coisas. Comecei a lê-lo sem saber absolutamente do que se tratava. Ainda bem! Sem saber direito o nome do livro ou da autora. E qual foi a minha surpresa que após trinta ou quarenta páginas tive que saber mais sobre a autora.
Chorei como há tempos não chorava e acredito que só outro livro me impressionou com sua estória real (literariamente falando! Não é a historia da autora, certo?) emocionante e vivida. Foi As Pontes de Madison e me lembro de ter que parar de ler, de tão emocionada que ficava!
Vivi com a protagonista cada mínima sensação, me reconheci e sofri junto em cada decepção. Ester é uma figura viva, presente e minha amiga. Só tenho a dizer obrigada a autora por uma obra que me tirou de antigos parâmetros e me mostrou que boa literatura não tem tipo, conceito, predicado ou radical.

“O que estava acontecendo?
Será que eu tinha me enganado tanto? Será que eu tinha me deixado envolver a ponto de ficar completamente cega? Será que nossa relação era minha relação? Era via de não única, e fui a
única que não percebi? No final das contas, a minha fortaleza inexpugnável não passava de um castelo de cartas?”
Pag. 188


 

2 comentários:

  1. Cynthia, é um prazer conhecer o seu Blog e ouvir falar na tua primeira publicação. Confesso que não li o livro e que não a conhecia até encontrar algumas referências em outros Blogs. Fui buscar informações e vi que a senhorita estudou Direito, o que lembrou-me do Fagundes Varela, do Rui Barbosa, dois dos maiores escritores brasileiros e que também acalentaram o Direito. Te desejo todo o sucesso na carreira literária (e que outras obram possam vir a lume).

    Abraço

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  2. Poxa, que resenha bonita, gostei muito!!! Agora fiquei ainda mais ansioso para ler essa obra que parece se fantástica.

    Abraços
    http://entrepaginasdelivros.blogspot.com/

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