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terça-feira, 3 de maio de 2011

O que diz Aline França Russo

Querida Cynthia:

Desde que me contou do livro, quando tive uma grata surpresa, pois não suspeitava dessa sua aptidão, fiquei com muita vontade de lê-lo. O fato de conhecê-la, saber de seu bom gosto e de sua inteligência e de já conhecer um pouco da história me fez prever uma deliciosa leitura. Portanto, foi com grande expectativa que comecei a leitura do livro.
Sem mais delongas, mesmo porque você deve estar pulando as palavras para saber logo a essência da minha opinião: amei. Não vou dizer que me surpreendi. Era exatamente o que eu estava esperando, correspondeu em tudo a minha expectativa, criada quando me contou a história. Tive a certeza de que tinha escrito algo assim: alegre, jovem, maduro, seu.
Li toda a história no mesmo dia, parando só para o almoço, o que já indica o quanto gostei. Quando um livro me "pega" assim de cabo a rabo é porque me conquistou. Ainda mais que tenho sentido um pouco de dor na lombar e a posição sentada é a pior de todas. Tudo o que queria era que o livro estivesse já no papel para que eu pudesse lê-lo deitada, na minha posição favorita, em vez de assentada defronte ao computador.
Vou destacar o que gostei. Para mim, você escreve muito bem. Seu estilo é leve, bem humorado, sem excesso de descrições, com ótimas cenas de reflexão e introspecção. Não devaneia, se atém à história e surpreende o leitor. Quase sempre, não dá para "sacar" com certeza o que vem pela frente.
A história é realíssima. Parece que poderia encontrar a qualquer momento com todos os personagens na vida real. São todos muito bem descritos, não tanto com palavras descritivas, mas através de suas falas e ações. São vivos. E muitos são excelentes pessoas, que dá vontade de conhecer de verdade. O caráter bondoso e forte da personagem central farão, com certeza, qualquer leitor simpatizar fortemente com ela. As situações vividas por ela foram compartilhados por mim intensamente. Emocionei-me algumas vezes. Parecem reais e me fizeram voltar para dentro e indagar "e se fosse comigo?". Gosto de ver exemplos assim na literatura, pois eles nos inspiram. Quase todos os seus personagens são exemplos, ensinam algo. Não existe a crítica malsã, o personagem do mal caricaturado, que às vezes passa longe da vida real.
As lutas internas enfrentadas pela personagem são muito intensas e reais. É como se eu tivesse realmente na mente dela, conseguisse entender o que ela pensa e consentisse com o que vive porque seus sentimentos, reações e pensamentos são lógicos e seguem muito bem sua característica.
Há também bons momentos "poéticos" em que você escolheu com precisão o vocabulário. Nada piegas, mas aquilo que encanta o leitor que gosta das palavras. Também há os momentos reflexivos, de conversa que ela faz com ela mesma que são muito interessantes. Será que seu livro também é psicodinâmico?
Como não podia deixar de ser, depois de conhecer a autora através de sua obra, gosto ainda mais de você.

Com sincera admiração, um abraço,
Aline

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